Mortes em Ilhéus motivam marcha de mulheres e levantam dúvidas sobre rede de proteção
Três mulheres encontradas mortas em área de vegetação próxima à Praia dos Milionários, em Ilhéus, no sul da Bahia, provocaram na tarde de domingo (17) uma manifestação de mulheres que exigiram justiça e expressaram indignação diante da violência. As reportagens locais identificam as vítimas como Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41 anos, e Mariana Bastos da Silva, 20 anos. Segundo as matérias consultadas, as mulheres estavam desaparecidas desde a sexta-feira (15) e foram achadas no sábado (16) com marcas de facadas.
O protesto descrito pelas coberturas ocorreu ao longo da BA-001, próximo à praia onde os corpos foram encontrados. Participantes vestiam branco e portavam cartazes com palavras como “Parem de nos matar”, “Calaram três de nós” e “Justiça”. As manifestações foram registradas como pacíficas e contaram com presença de policiais militares.
As reportagens também trazem detalhes sobre as vítimas: Alexsandra e Maria Helena eram servidoras da rede municipal de ensino e atuavam, segundo uma das matérias, com atendimento profissional no Centro de Referência à Inclusão de Ilhéus; Mariana cursava Engenharia Agrícola e Ambiental na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e era filha de Maria Helena. Imagens de câmeras de segurança registraram o grupo caminhando pela areia com um cachorro, que depois foi encontrado amarrado a um coqueiro próximo aos corpos. Até a última atualização das matérias, a Polícia Civil investigava o caso e não havia prisões divulgadas.
As reações institucionais mencionadas nas reportagens incluem notas de pesar da Secretaria Municipal de Educação e da UFSB, que lamentaram a perda. Os velórios e sepultamentos das vítimas também foram narrados pelas coberturas locais.
Sobre canais e serviços de acolhimento e denúncia, as matérias consultadas destacam a orientação ao público para denunciar violência contra a mulher por meio do Disque 180, serviço que, conforme uma das reportagens, funciona todos os dias em qualquer horário e recebe chamadas, além de atender por WhatsApp e Telegram. A mesma fonte observa que o número também recebe denúncias relacionadas a pessoas idosas, pessoas com deficiência, comunidade LGBT, população em situação de rua e denúncias de discriminação racial ou étnica.
No entanto, as informações disponíveis nas matérias não detalham a existência, capacidade ou desempenho de serviços locais específicos de proteção às mulheres em Ilhéus, como delegacias especializadas, centros de atendimento, abrigos de emergência ou programas municipais e estaduais de prevenção. Também não há, nas reportagens consultadas, informações sobre registros prévios de denúncias relacionadas às vítimas ou sobre medidas preventivas adotadas pelas autoridades locais antes do crime. Nesse sentido, a mobilização social — a marcha pacífica e o pedido explícito por justiça — assume papel de indicativo da insatisfação e da demanda por respostas mais claras das autoridades.
Em síntese, as coberturas locais registram a violência letal contra três mulheres, a comoção pública traduzida em protesto e o início das investigações pela Polícia Civil, ao mesmo tempo em que as matérias não apresentam elementos suficientes para avaliar, de forma conclusiva, a disponibilidade e a eficiência da rede de proteção em Ilhéus. O que se pode afirmar com base nas reportagens é que o Disque 180 é indicado como canal de denúncia, que autoridades educacionais manifestaram pesar e que a investigação policial estava em curso sem prisões informadas até o fechamento das matérias.